Digressões


29/05/2009


PEDOFILIA II

A noite é uma criança...

Escrito por Adalberto Capelli às 00h30
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PEDOFILIA I

Se eu já não tivesse presenciado tanta injustiça,
se eu já não tivesse visto tanta matança,
poderia agora, sofrendo diante de tanta carniça...
pedir pra você... casa comigo, criança ?

Escrito por Adalberto Capelli às 00h29
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23/05/2009


NOTA DE FALECIMENTO

Morreu ontem um velho amigo, Benevides Almeida, conhecido entre nós como Moderação.

Pessoa sempre equilibrada,sua vida toda foi pontuada e pautada por atitudes regradas, por muito bom senso.

Comia o suficiente, bebia um cálice de vinho por dia, não fumava, não se exaltava, não era dado a grandes paixões.

Infelizmente, de uns tempos para cá deu para beber todo santo dia e toda puta noite.

Moderação, figuraça, morreu de cirrose.

Vamos acionar o Ministério Público contra o Governo, atribuindo a culpa direta pela causa mortis do velho Moderação.

Tudo começou a acontecer depois que uma lei obrigou toda garrafa de bebida alcoólica a estampar o nefasto convite :

BEBA COM MODERAÇÃO...

Escrito por Adalberto Capelli às 15h00
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27/04/2009


Paralelas

Na cama, gritos, gemidos, suspiros e ais.
Na cozinha, rolam os temperos, cebolas e sais.
No quarto, ela suga faminta o caralho.
Na pia uma faca afiada corta o alho...

Um orgasmo se acaba, o cigarro se acende no lume.
Uma faca rasga a carne, a mão limpa o gume.
Uma gota de suor escorre pela face, sedenta.
Um gesto no fogão, o forno aumenta.

A água do chuveiro lava os vestígios da trepada.
Na cozinha as folhas se compõe na salada.
A toalha seca o corpo, nada mais resta.
A mesa está posta, vai começar a festa...
.
.

Escrito por Adalberto Capelli às 12h22
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08/02/2009


Cafagestes I

Ora... francamente! Não se contorça em espasmos.
Não se esconda, púdica, atrás de suas hipócritas vestes.
Quando você se derrete em intermináveis orgasmos,
esquece que um dia nos chamou... cafagestes...

Escrito por Adalberto Capelli às 00h54
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03/01/2009


Um dia eu comi uma lua...

Um dia eu comi uma lua...

E ela reclamou, no seu cio, cheia ou minguante,

"Você, hoje me come, e me diz que sou sua..."

"Amanhã, você se entrega a outra, falso amante!"

Que fazer... lua de tantos quadrantes... inconstante,

Afinal... te encontrei, numa poça, no meio da rua...

(dedicado a uma luna llena)

 

Escrito por Adalberto Capelli às 15h21
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Minha última noite em São Paulo...

(uma pequena homenagem a uma serpente que pariu um escorpião,

em uma noite mágica nesta cidade encantada)

O avião vai sair em instantes...

Eu não sei o que fazer. O skyline da cidade me atrai, me deixa confusa...

Ir embora é imperativo, um cargo executivo. Mas, a vontade de ficar é maior.

Saio do aeroporto, beiro a 23 de Maio, Moreira Guimarães, sei lá, que importa agora ?

Paris me espera... bela quimera, quem diria ?

Sâo Paulo me olha, me busca de volta, mas eu não posso...

Ficar, é preciso. Ir para Paris, eu preciso...

Ele aparece, do nada entre as colunas da passarela, sorrindo feito um fauno.

Eu titubeio, meio sem saber se perco o avião ou me rendo ao tesão...

Um reles hotel, em frente ao aeroporto, meu último porto....

Perco as salvaguardas, me desfaço das retaguardas... afinal, quem delas precisa ?...

O orgasmo invade a cidade, meu grito reprimido atravessa a passarela

e vai pedir que me esperem... Já chego, embora já tenha chegado...

Segurem as portas, parem o piloto, segurem o vôo... uma mulher feliz vai escapar da felicidade....

Escrito por Adalberto Capelli às 02h56
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03/11/2008


Alunos??? Professores???

Que porra de jovens essas escolas estão formando, hoje ?

Eu estou cansado de trombar com essa molecada - e falo de jovens entre 14 e 20 e poucos anos - que não tem a mínima noção de bosta nenhuma, cidadania inclusa.

No metrô, nos trens, nos ônibus, essa cambada não tem a mínima noção do que é respeitar o espaço alheio.

Eles se juntam, rapazes e moças, meninos e meninas, e ficam aos berros, aos gritos, se achando os reis da cocada. Não tem noção de espaço, de respeito, de nada.

Volta e meio eu peito essa gurizada, e eles se recolhem às suas insignificancias. Nessas horas de confronto, não reagem, pois não estão acostumados à contestação.

Isso me remete ao que lhes ensinam (???) nas escolas. Àquilo que os pretensos professores lhes incutem de cidadania, de valores. Esses caras que hoje dão aulas, não estão nem um pouco preocupados com o que eles tem que transmitir aos alunos. E esses não fazem a mínima idéia do que querem.

Os caras que criaram os conceitos de educação, os filósofos de ontem, são relegados a um enésimo plano.

Quando você vê manifestações dessa tal de APEOSP na Praça da República, por exemplo, se defronta com um bando ignaro. Se você pega um cara que lá está, berrando palavras de ordem que nem entendem pra que servem, se chama uma guria do lado, e tenta conversar... ai meu Deus... sai de baixo. Só vem merda.

Eu tenho um filho professor, cientista social, formado e sacramentado nas melhores posições possíveis. Eu converso com ele sobre essas incongruências. E ele, desanimado, se rende à essa ditadura da mediocridade que hoje impera.

O que podemos fazer ? Nossas escolas não formam educadores, formam meros professores, na mais rasteira acepção do conceito. O governo investe muita grana na quantidade, pois está preocupado com as estatísticas, e não com uma avaliação séria. Como o ONU nos encherga ? Essa è a questão.

Eu adoraria que o Lula fosse mulher. Quem saber ele poderia ter um filho do FHC, e, da mistura dos dois, sair um filho com uma carga genética que desse uma pessoa razoável.Quem sabe até o Gabeira poderia dar uma passadinha por ali, e deixar uns espermatozoides para melhorar o processo...

Escrito por Adalberto Capelli às 00h31
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23/08/2008


Sabedorias, questão etílica e os julgamentos.

Eu tenho grandes amigos. Grandes no sentido físico, como o grande Zé Paulo, grandes no sentido “gente”, como meu velho amigo Akira, grandes no sentido vida, como o Sr. Virgílio.

 

Mas, todos grandes. Eles preenchem os meus tempos com grandes conversas. Com grandes atitudes, com grandes gestos.

 

Eu o Zé Paulo consumimos grandes quantidades de cervejas, visitamos grandes lugares em São Paulo, nos perdemos em grandes conversas.

 

Eu e o Akira realizamos grandes coisas. Fazemos acontecer grandes decisões. Viramos Porto Seguro em grandes acontecimentos.

 

O Sr. Virgílio e eu temos grandes diálogos. Aprendo com ele, e nossas digressões são fora de série.

 

E qual é o elemento em comum entre nós quatro ?

 

A maldita bebida.

 

Com o Zé, é a cerveja no Salada Record, é o Bacardi com Contini no Orion...

 

Com o Akira é tudo. È cerveja no Califórnia, é Wisky (é assim mesmo?) no MyLove, é Saquê no restaurante japonês na São Joaquim.

 

Com o Sr.Virgílio é rabo de galo (Velho Barreiro com Cynar) e cachaça com limão no Zé da Paia.

 

E eu saio grande, a cada encontro, grandes encontros.

 

Eu tenho na minha vida um conjunto de pessoas, pai, ex-mulher, irmã, que me criticam por que eu bebo. E por que meus amigos bebem.

 

Grande merda. Por bebermos é que somos grandes. Que enxergamos o mundo como ele é realmente.

 

Bafômetros nos censores !!!

Escrito por Adalberto Capelli às 20h36
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22/08/2008


A liberdade assassinada... pela liberdade.

Enfim, o fim. O fim da estética, assassinada pela liberdade.

As cinturas, assassinadas pelas calças de cintura baixa. A liberdade das cinturas matou as cinturas. Pneus horríveis assolam as meninas, barrigas obscenas nos agridem, enquanto começos de bundas, os famosos cofrinhos, nos assaltam a cada abaixada.

Eu vivo assolado por bundas. Grandes, soltas, rebolantes e saltitantes, antes empinadinhas, hoje agressivas.

Ora, bundas, as queremos, sim, mas insinuantes, dançantes em vestidos esvoaçantes, não presas em calças jeans sem desenho, mordidas dentro de pedaços de brins que as colocam sufocantes, querendo sair dos seus limites, nunca desejosas mas sempre sem forma definida... Aonde andarão as bundas de outrora, pensei eu com meus ziperes. Teriam sido seqüestradas ? Migraram para a zona do euro ?

E como pensei em zona, fui matar a saudade do velho e bom centro de São Paulo, em meio às putas, essas sim sabendo como exibir-sem-mostrar suas bundas.

Quem diria... as putas, as ditas vagabundas (mas que ralam muito mais que muita menininha por aí), protegem mais suas bundas. As meninas da classe C emergente, ou a classe média detergente, prendem suas bundas em calças sem design, C&A, Marisa, e outras escolas sem escol, meninas sem cintura, sem jogo de cintura, perdidas em meio às tinturas, credo, que tortura...

Na minha querida São João, perdidas mas com classe, salto alto, vestidinhos provocantes, decotes deslumbrantes, corpos ardentes. Elas, não sei por que dietas, se conservam perfeitas.

Nas faculdades, nos onibus, nos shoppings, as ditas meninas certinhas perdem de 10 a zero.

Será que é por não terem concorrencia na corrida para o altar ou para a balada ? Afinal, elas precisam casar, as adoradas putas não. Não que não queiram, mas por que suas escolas são outras...

As minhas queridas meninas da São João, da Nestor Pestana, dos porões do Orion, com certeza não se entopem de sucrilhos, BigMacs, CocaColas, e outros venenos quetais.

Quatro da manhã, um sanduiche de pernil na antiga esquina do Estadão. Quem não comeu uma lazanha de madrugada no Zero Hora ? Ou não tomou um caldo verde no Salada Record antes de entrar na noite ?

E eu falo da verdadeira noite, não dessas baladas à base de vodka, cocaína, cerveja vagabunda... Ou alguém vai querer me dizer que Sol é melhor que Brahma ? Ices... francamente.

E as conversas, então... Uma madrugada dessas tentei, juro, entabular um papo. Coisa monossilábica, pouquíssimos termos... e quando eu menos espereva, levei um beijo. Surpreso, questionei a iniciativa.

- Sabe o que é, a gente soma no fim da noite quantos beijos demos.

Fazer amor, nem pensar.

Transar, só se for a sério.

Agora... trepar, claro, e vamos contabilizar.

Sem contar que nunca se viu tanto viado na noite. São Paulo está sendo atacada por um enxame de viados. Jovenzinhos fortinhos, aos abracinhos, em todo o canto.

Viados, viadinhos e viadões. Carradas deles. Nas ruas, nos metrôs, nos ônibus. Para onde você se vira, olha lá, tem um viadinho. Sensíveis, sobrancelhas desenhadas, olhos languidos. Eu já estou de saco cheio de tanto viado.

As meninas são mais tranquilas, mais discretas. Não dão piti. Mas, enfim, são as chamadas tribos.

Tudo pela liberdade. Liberdade para soltar a franga, para soltar as banhas, para dar gritinhos... Cacete, essa porra de liberdade já está dando no saco !

Já tem até jogador viado, olha isso ! Carinha correndo pelo meio de campo com as mãozinhas caídas, olhar perdido, procurando quem marcar, num corpo a corpo que já não é mais o mesmo.

Nada contra, antes que venham me tachar de preconceituoso. Afinal, passarinho que come pedra sabe o cú que tem.

Vamos combinar : vocês, franguinhas, fiquem nos Jardins, nos shoppings, mas deixem o centro em paz. Se já não bastassem os nigerianos...

 

Escrito por Adalberto Capelli às 01h47
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19/08/2008


Quebrando o maior dos paradigmas

Romper paradigmas sempre foi difícil. Intelectuais, profissionais, coisas assim, normalmente pessoais.

Agora, quebrar um paradigma existencial, humano, isso é coisa prá lá de difícil.

Mas, existe um ligado diretamente à nossa sobrevivência, como seres humanos, isto é, viventes aqui neste planeta.

Por humanidade sempre entendemos o termo ligado a um aspecto emocional : falta de humanidade, por exemplo.

Mas, a humanidade é o conjunto de humanos, não animais (no sentido biológico, antropológico).

E essa humanidade está em risco, em perigo.

Se continuarmos a permitir que povos gafanhotos continuem a se desenvolver, daqui a pouco não vai haver mais recursos no planeta.

Comida, recursos minerais, água, ar, tudo está sendo consumido numa curva absurda, que deixaria o próprio Malthus impressionado.

Logo não vai haver petróleo, etanol, comida, ferro, aço, o diabo a quatro, que chegue para todos.

Vejam o caso da China, África pobre, Índia. Só a China, se fosse consumir pelos padrões americanos, toda a produção de comida do resto do mundo iria só para eles.

O grande paradigma se resume em como eliminar os gafanhotos. Esses insetos, em nuvens, aonde passam deixam um rastro de desolação. Nada resta.

Eliminar os gafanhotos - insetos - é de decisão fácil. Mas, e os gafanhotos humanos ?

Sem querer entrar em questões de genocídios, a grande questão é a sobrevivência.

Muita gente vai querer entrar no mérito do merecimento. Quem merece continuar na nave ? Cada formação moral, religiosa, vai ter uma consideração particular a respeito.

Tomemos o exemplo de um bote salva-vidas abarrotado, prestes a afundar. Se alguém não for sacrificado, todos morrem.

A África talvez tenha suas soluções agrícolas passíveis de serem realizadas, mas o que fazer com a natural curva demográfica deles ? A China já chegou nos seus limites, já consome tudo o que produz, e não tem lá muitas condições para aumentar sua produção, considerando suas conformações geográficas. Na Índia já tem gente saindo pelo ladrão...

Iremos todos, lemures, juntos ao precípicio ? Alimentos sintéticos irão salvar a humanidade ?

Se um agricultor brasileiro, por exemplo, tiver um preço melhor para sua safra oferecido pelo exterior, vai mandar a comida para fora ? Ou deixará de ganhar mais em função da alimentação do brasileiro ? Quem vai garantir isso ? O governo ?

Estamos caminhando para a escassez, e a passos céleres. Falando nisso, chega de escrever, me deu fome.

Escrito por Adalberto Capelli às 18h20
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O fim da infância.

Entre meus 5 e 15 anos, curti muito, como a maioria dos meus contemporâneos, músicas inglesas e americanas, via de regra das bandas e um pouco de cantores(as).

Me lembro que, em 1966 ou 67, eu era semi-interno no trecho que hoje é a continuação da Juscelino após a Santo Amaro. Na subidinha em direção à Joaquim Floriano, do lado esquerdo, havia uma lanchonete que tinha uma Junke-Box. Por míseros tostões, eu curtia as músicas, fascinado pelo bet, fumando Phillip Morris em caixinha de plástico, um luxo só. o Joaquim's era um bebê, rescém inaugurado.

Gigantescos Ice-Creams, X-Egg-Bacon, canecas fumegantes de chocolate com marshmellow. A vida era uma orgia de sons, sabores e odores. Não sei se ela mudou ou eu me embotei. Talvez um pouco dos dois.

Quarenta anos depois, veio esse maldito Youtube acabar com o que restava da minha infância.

Pesquisando meus antigos hits, lá se foi por água abaixo pelo menos 90% do charme que eu imaginava existir naqueles conjuntos e suas interpretações. E eu que julgava babacas esses RDBs e School Musics de hoje...

A pior de todas as surpresas decepcionantes foi com os Trashmans e a música Surf'n Bird. Aquela do papaoom mow mow. Um frango esquelético, numa dança de acasalamento de ornitorrincos, trash puro... que pena.

Decidi : vou aderir ao Saramago e ficar cego. Só ouço, e olhe lá.

Confira : http://www.youtube.com/watch?v=fruHQhNe-UM

 

 

Escrito por Adalberto Capelli às 17h00
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O anão e as 11 Brancas de Neve

É o que dá colocar um anão como técnico da seleção brasileira.

Como anão (em comando, postura tática e estratégica), Dunga, ao contrário do seu homônimo no conto de fadas, nos tem levado a verdadeiras histórias de terror.

E não é que diante das bruxas hermanas, transformou nossa seleção num grupo de 11 donzelas ?

Se bem que no fim do jogo algumas resolveram dar uma de Aracy de Almeida e desceram o sapatão nas canelas dos adversários... Triste, se não tivesse sido ridículo.

Li em algum lugar que nunca se havia visto o Brasil tão mesquinho. Não concordo. O time estava é tímido, errando passes óbvios, perdendo todas.

E o Pato, hein? Quém, quém. Pareceu mesmo um pato fora da água. Será que o menino não devia estar numa piscina ?

Finalizando, a cena que marcou o jogo foi a cobrança de falta - repetida aliás - no fim do jogo. Com Thiago Neves ao seu lado, Ronaldinho "bunduducho" olhava para a barreira como um agrimensor medindo distâncias, possibilidades, batendo pose de expert... Francamente!

Escrito por Adalberto Capelli às 16h49
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